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Não há sol...não há mar...não há verão...

Sexta-feira, 31.07.09

 

Não há em mim a euforia da luminosidade esperada...

não há a calma das ondas do mar...nem a espuma fresca perfumada a banhar-me os pés...

não há azul...não há fascínio

nem lua cintilante...nem me ofuscam as estrelas repetidamente procuradas...

 

E porque não há fascínio

permito-me transcrever uma passagem de um pequeno livro de Pedro Paixão, "Amor portátil".

 

"Uma pessoa não pode viver a vida de outra.

Por mais perto que esteja, por mais necessidade que haja, por mais vontade que tenha. Uma pessoa nasce separada de todas as outras, vive uma vida que é só dela e acaba por morrer no minuto de uma hora que lhe é destinada.

Não deixa de ser estranho apesar de não poder ser de outra maneira. E duas pessoas sozinhas não fazem uma pessoa acompanhada. Pelo contrário: a solidão de uma potencia a outra, como uma lupa, até ao fracasso. O fracasso aqui significa a desistência, o abandono, a busca de outra coisa..."

 

Ao transcrever este texto de Pedro Paixão não posso deixar de o fazer como um desabafo do que sinto...mas não sinto desespero ou tristeza, mas antes a incapacidade de contrariar alguma solidão que de repente me inunda sem a ela ter recorrido por necessidade...

tenho em mim um silêncio incompreensível...não o entendendo nem sei onde o encontrei...mas parece que o adoptei...

não há sol...não há mar...não há Verão...

apenas o silêncio da multidão que não olho...

não escuto...

Um destes dias despeço-me deste silêncio e mergulho no sol

no mar e vagueio pela multidão ouvindo e vendo o colorido próprio dos sonhadores...

 

 

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publicado por dolce_vita às 02:01





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